Controle de Percevejos no milho - Uniagro
ORÇAMENTO
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12/08/2020
Controle de Percevejos no milho

Os primeiros dias após a emergência das plantas são cruciais para o controle de percevejos no milho.

A incidência dos percevejos no milho é um grande fator limitador de produtividade. Os gêneros de maior importância econômica na cultura do milho são os percevejos barriga-verde, Dichelops furcatus e Dichelops melacanthus.

 

Danos

 

O maior dano ocorre em ataques entre V1 e V5, sendo que logo após a emergência é crucial o controle. Entretanto, o monitoramento deve ser mantido, pois poderá haver infestação da praga posteriormente. Os danos dos percevejos são provocados pela alimentação próxima ao colo das plântulas.

 

 

A praga, quando se alimenta, danifica os meristemas, dando origem a sintomas típicos a medida que as folhas se desenvolvem, como por exemplo, furos assimétricos no limbo foliar, folhas murchas, plantas deformadas, amareladas e dominadas. Tais sintomas comprometem o desenvolvimento adequado de plantas, que refletem em queda de produtividade.

Em ataques severos nos estágios iniciais do milho, os percevejos podem causar a morte de plantas, sintoma conhecido como “coração morto”. Tais sintomas refletem na redução do estande de plantas da lavoura e em muitas situações de ataque severo é necessário o replantio da cultura.

 

 

Práticas que auxiliam no manejo de percevejos no milho.

 

Antes do milho: Redução da população na cultura antecessora

O manejo desta praga deve iniciar antes mesmo da implementação da cultura. Os insetos podem migrar de culturas anteriores (soja, feijão...) para o milho. O que justifica que o monitoramento das lavouras seja iniciado antes da instalação da cultura. A presença da praga em nível de dano econômico indicará a necessidade de estratégias de controle com inseticidas pulverizados ainda na cultura anterior ou em dessecação prévia ao milho.

 

Dessecação e controle de plantas daninhas

Com a colheita da cultura antecessora, os percevejos buscam alternativas para garantir sua sobrevivência. As plantas daninhas são um bom refúgio para essas pragas. Por isso, uma importante prática de manejo é a dessecação da área e controle de plantas daninhas hospedeiras antes da semeadura do milho.

 

Na semeadura

O tratamento de sementes é uma ferramenta essencial na proteção inicial de plantas de milho contra o ataque de percevejos (e de outras pragas iniciais). É importante a utilização de inseticidas sistêmicos, que possam ser eficientemente translocados para a parte aérea do milho. Neonicotinóides, como por exemplo a clotianidina, são inseticidas bastante utilizados e com eficácia no manejo inicial. O tratamento de sementes protege as plântulas do ataque após a emergência. Os primeiros dias após a emergência compreendem o período de maior suscetibilidade ao ataque dos percevejos, justificando assim a importância do tratamento de sementes.

 

Depois da lavoura estabelecida

Mesmo utilizando um eficiente tratamento de sementes, isso pode não ser suficiente. O monitoramento após emergência de plantas deve ser mantido, e caso detectada a praga em nível de dano econômico, aplicações de inseticidas complementares na parte aérea serão necessárias.

O nível de dano econômico do percevejo barriga-verde para a cultura do milho em estágios iniciais (V1-V3) é de 0,8 percevejo por m² (Duarte et al., 2015).

Se o nível de dano for atingido na fase inicial de desenvolvimento do milho (da emergência até V5), será necessário o controle da praga, pois os danos causados nessas fases podem resultar em perdas significativas. Em regiões de alta pressão, o ataque pode se prolongar para além de V4, devendo o monitoramento ser mantido até V6. Para essas aplicações é importante o uso de inseticidas com efeito de choque e residual, para que a planta tenha proteção por mais tempo e promova proteção contra reinfestações. Caso haja reinfestações, novas aplicações deverão ser executadas.

 

Estratégias alternativas:

Algumas práticas podem auxiliar no manejo integrado, como por exemplo: a rotação de culturas, o plantio em épocas menos favoráveis, utilização de híbridos mais bem adaptados ao local, fertilização compatível para aumentar a tolerância das plantas, dentre outras.

 

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