Manejo da Cigarrinha e Enfezamento na Cultura do Milho - Uniagro
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09/03/2021
Manejo da Cigarrinha e Enfezamento na Cultura do Milho

A cigarrinha é responsável pela transmissão de bactérias e do vírus "Maize rayado fino virus" – MRFV para as plantas de milho.

Causado por bactérias, o enfezamento do milho reduz drasticamente a produtividade da planta. E quando ocorre infecção precoce pelo vírus MRFV pode haver redução de crescimento e abortamento das gemas florais.

 

Sintomas

 

As plantas com enfezamento apresentam redução de crescimento e desenvolvimento, entrenós curtos, proliferação e malformação de espigas, espigas improdutivas e enfraquecimento dos colmos com favorecimento às infecções fúngicas que resultam em tombamento. De maneira geral, quando a infecção ocorre cedo, a planta fica pequena e não cresce.

 

Quais condições favorecem a incidência das cigarrinhas no campo?

 

- Temperaturas elevadas: acima de 17 °C à noite e de 27 °C de dia.

- Ocorrência de muitas lavouras de milho em diferentes idades, permitindo sobreposições do ciclo da planta, que favorece a multiplicação e a migração das cigarrinhas.

- Presença contínua no campo de plantas de milho oriundas de grãos remanescentes da colheita anterior, denominadas tiguera ou ponte verde, podem servir de reservatório tanto de molicutes quanto de cigarrinhas.

 

Manejo dos Enfezamentos

 

Para reduzir os danos provocados pelos enfezamentos na cultura do milho devem ser empregadas medidas integradas e preventivas de manejo, o agricultor deve pensar sempre à frente do tempo.

 

O manejo dos enfezamentos inicia-se na colheita de milho da safra anterior com uma boa regulagem das colheitadeiras para evitar que o mínimo de espigas e grãos fiquem na área para reduzir a população de milho tiguera.

 

A manutenção de plantas de milho nas áreas de lavoura é condição favorável para permanência dos patógenos e do vetor. Daí a importância de quebra do ciclo biológico da cigarrinha e da ponte verde na cultura. É importante o agricultor realizar monitoramentos constantes na entressafra
do milho para identificar presença de plantas tiguera e eliminá-las.

 

O glifosato é uma alternativa eficaz para o controle de milho voluntário oriundo de cultivares que não apresentam resistência a este herbicida. Para o adequado controle destas plantas deve ser utilizado herbicidas de outros mecanismos de ação, com destaque para os graminicidas. De maneira geral, se caracterizam por serem herbicidas pós-emergentes e apresentarem curto efeito residual no solo.

 

1 - Realizar a colheita de milho bem feita de forma a minimizar os restos de grãos no campo;

2 - Eliminar o milho tiguera presente na área antes da semeadura da cultura do milho.

3 - Realizar o planejamento dos plantios evitando implantação de lavouras novas próximas de lavouras mais velhas.

4 - Evitar semeadura em áreas próximas a lavouras com enfezamentos.

 

Controle das Cigarrinhas

 

A recomendação é que seja feito o tratamento de sementes para controle das cigarrinhas nos estádios iniciais de desenvolvimento das lavouras e complementar com a aplicação de inseticidas que também deve ser realizada na fase inicial de desenvolvimento da cultura.

É importante salientar aqui que a recomendação para controle da cigarrinha é que não passe de 40 dias após a emergência.

 

- Eliminar o milho tiguera;
- Evitar semeaduras vizinhas às lavouras com alta incidência das doenças;
- Tratar as sementes com inseticidas;
- Sincronizar ao máximo a época da semeadura;
- Identificação e monitoramento da cigarrinha: De estágio V2 em diante;
- Controle químico: Com a presença da praga, a planta deve ser protegida até estágio V8.
- Rotação de culturas: Reduz a população da praga, que é monófaga.

Manejo da Cigarrinha e Enfezamento na Cultura do Milho
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